08 dEurope/Paris Setembro 2010

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O Santo e a sua História


Quem foi S. Nicolau?

Nascido em Pátara, na Lida, pelo ano de 270, ficou muito novo herdeiro de avultados bens, por lhe terem morrido os pais, vítimas de uma epidemia. Foi monge, abade e depois arcebispo de Mira. A sua festa Litúrgica, segundo o Flocus Santorum, é o dia 6 de Dezembro. Empregou os seus bens em obras de caridade, especialmente no dote de três raparigas pobres. Eleito arcebispo de Mira em tempo das perseguições. chegou a estar preso, só voltou à diocese no governo de Constantino Magno. Foi um dos 318 bispos que condenaram o Arianismo no primeiro concilio de Efeso. Morreu pouco depois, cerca do ano 325.Pelo ano de 1087 como a cidade de Mira estivesse em poder dos Turcos, uns mercadores de Bari retiraram de lá as relíquias de S. Nicolau e trouxeram-nas para a sua cidade, onde construíram, para as guardar. uma igreja magnífica. Desde então, o culto do santo espalhou-se por todo o Ocidente e tornou-se muito popular, sobretudo como patrono e protector dos jovens.


Quais os seus Milagres?

“…Três meninos, depois de esquartejados por um estalajadeiro mauzão, foram ressuscitados pelo santo”;
“…As raparigas recebiam pela chaminé ou pela janela as prendas e valores que fizeram o seu dote subtraindo-as, assim, à vontade do pai de as colocar num prostíbulo”.


Qual o significado do seu culto?

O povo festeja desde tempos imemoriais este santo que assume diferentes formas de folguedos em diferentes zonas da Europa:
- Na Alsácia as crianças, ainda hoje, colocam na noite de 5 para 6 de Dezembro um sapatinho na chaminé, para receberem uma prenda do santo.
- No norte da Europa esta tradição popularizou-se e, hoje, corre mundo na tradição do Pai Natal, O Homem do saco das prendas que a Cola-cola pintou de vermelho numa campanha de marketing.
- S. Nicolau é o orago de uma das igrejas do centro da cidade do Porto. No dia do santo, 6 de Dezembro, é costume antigo, o abade da freguesia dar uma rasa de castanhas para que se faça um grande magusto onde participa toda a população e que a lenha é pedida pelos garotos da freguesia, fazendo grande barulho de campaínhas com o seguinte pregão: “Quem dá um pau p'ra S. Nicolau!... Venham queimar os pecados e o pau na fogueira de S. Nicolau!...”
- Há referências ainda a S. Nicolau em Slobregat, Panades, em Espanha, em regiões geladas da Ex-URSS e ainda em Bári, Itália.A Igreja e a Festa Popular

A atenção da Igreja foi sempre muito polarizada pelos problemas dos festejos religiosos que, com influências profanas satisfaziam o povo anónimo.Várias campanhas eclesiásticas foram feitas para a transformação destas manifestações, tentando canalizar promessas e impor solenidade e o carácter comunitário aos elementos do culto oficial, lutando contra as Danças e outras manifestações mais violentas.

Nada porém conseguiram.Com as Nicolinas a Igreja esteve sempre presente mesmo com os “desvios” e os festejos, dadas as suas características de irreverência e liberdade, nunca foram controladas.O povo reviu-se sempre nesta festa, protegeu-a, e a Igreja somente esteve presente nas confrarias e Irmandades.

 

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