08 dEurope/Paris Setembro 2010

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Tertulias


REGISTO DE TERTÚLIAS


Tertúlia Quatro de Dezembro

Com toda a certeza a mais antiga Tertúlia Nicolina.

Com data de fundação de 4 de Dezembro de 1947, reuniu-se até 1962 na “ Joaninha “ na já inexistente Rua de Alcobaça (Largo Condessa do Juncal). De 1963 até 1983 Na “Marisqueira” na Rua de Camões. Desde 1984 na “Adega do Quim”.

Tertúlia Nicolina 4 Dezembro - 2009
   
Tertúlia Nicolina 4 Dezembro


Tertúlia Jaime Stak

Quando abandonou o Liceu, Jaime da Cunha Fernandes Machado manteve sempre grande proximidade aos seus colegas de turma. Numa das suas cartas ao Dr. José Alberto Martins de Faria, então mobilizado na Guiné, afirmou aguardar o seu regresso para com ele iniciar uma tertúlia que reunisse, pelo menos uma vez por mês, todos os companheiros.

Mal verificado o regresso e então acompanhados de Manuel Paiva Bastos e Victor Manuel Soares Leite discutiram no Tanoeiro, em Famalicão, as regras básicas de organização da Tertúlia. Foi em Abril de 1972.

Desde então tem esta Tertúlia mantido as suas reuniões em cada última sexta-feira de cada mês e fomentado outras reuniões e passeios, alargados aos familiares dos convivas, merendas e sardinhadas sempre marcadas por aliciante convivência que a si chamou alguns nicolinos mais ferrenhos de gerações anteriores, alguns destes no reconhecimento de ser esta uma das tertúlias mais colaborantes noutras iniciativas dos Velhos Nicolinos.

No final da função na Adega dos Caquinhos, aos 26/06/2002, a Tertúlia do Jaime apresentava este ar de saudável boa disposição...

A Tertúlia ganhou nome quando faleceu, em 1986, aquele que a sonhou à partida: hoje a Tertúlia do Jaime Stak continua o mesmo espírito da sua criação — multiplicar por doze as alegrias da Festa do Pinheiro!


Tertulia do Quim

Em 1973, fundava-se a Tertúlia do Quim, a reunir semanalmente na Adega do Quim Conas, ali próximo da Capela de Santa Luzia.

Invariavelmente 20 convivas se apresentam e caracterizam o grupo, dinamizado pelo Professor Carlos Mesquita, Dr. Vieira de Castro e Manuel Machado, uma forte coesão na vivência Nicolina. Desta tertúlia fazem parte dois excelentes autores de Pregões de S. Nicolau: o Dr. Carlos Poças Falcão e o Dr. A. Rocha e Costa.

Estes puristas dos tons Nicolinos fazem um rápido ensaio a breves horas de se integrarem no Cortejo do Pinheiro! Chuva? Pois que venha!


Tertúlia "Nicolinus Populorum"

Esta Tertúlia vem de 1976, congrega cerca de 35 activos nicolinos e reúne trimestralmente em local variável de seguro prato. Actualmente são os nicolinos Francisco Silva, Armando Bastos e Manuel Torres a garantir a imprescindível logística.

Este grupo, com base nas gerações de 60 e 70 veio a incluir os filhos de José Júlio Lage de Castro Sampaio, um Velho Nicolino da Quinta de Sendelo, que a partir de 1980 viria a presidir às funções próprias e tradicionais: umas jantaradas bem temperadas de alegria e velhas histórias.

Ele partiu mas continua, coeso e esperançoso, o mesmo grupo agora reforçado pelos seus netos, certeza de uma continuidade desejada também por António Bastos, outra grata recordação de quantos actualmente integram a Tertúlia.

Pois que comam e bebam que os zabumbas requerem rija baquetada!


Tertúlia "Pregão no Prato"

Esta tertúlia nicolina iniciou a sua actividade em 1998. Constitui-se de 10 antigos nicolinos, só de nome Velhos, que, em ambiente familiar se reúnem a cada mês e agrega já os filhos menores que assim vão treinando as actividades futuras...

Esta, como outras, a reger-se apenas pelos Estatutos da Amizade, mas já com organização própria, um nome bonito e intenções cumpridas e a cumprir por muitos anos pois também os seus componentes são dinâmicos colaboradores de muitas iniciativas que concorrem para o engrandecimento da Festa. Citemos os três nomes da regra: Dr. João Miguel Oliveira Bastos, Dr. José Almeida, Dr.ª Marta Sofia Teixeira Ferreira Nuno, esta uma Nicolina hiper activa e sempre presente quando a função exige um toque mais feminino. Ela pertence à actual Mesa da Irmandade e passou pela Direcção da AAELG - Velhos Nicolinos. Que sempre a Festa reservou à Mulher um espaço marcante e não prescinde dos apoios de todos...


Tertúlia da Velha

Esta Tertúlia da Velha nasceu no ano 2000, congrega 20 elementos e mora ali na zona da Avenida D. João IV.

É esta a Tertúlia que chamou a si o encargo de dar à procissão de S. Nicolau, no seu dia, o toque de novenas que tão bem lhe calha. Que o Santo mantenha estes jovens no seu caminho...

Quem disse aí que a Festa não tem futuro? Com esta juventude damos a resposta: alegres e decididos só esperam a oportunidade de um futuro melhor!


Tertúlia A - B 48/49

Um belo dia, numa conversa de café os companheiros de turma António da Cunha Fernandes Machado e A. Meireles Graça, abordaram a pressa do tempo e a proximidade do quinquagésimo aniversário das suas entradas no Liceu.

Da conversa a sugestão inevitável: e se reuníssem a malta?

Pois. O que faz falta é reunir a malta... e vá de formar uma comissão a que prontamente aderiram a Rita Pinheiro Ribeiro da Silva, a Maria Emília da Cunha Abreu, o João Maria Freitas Lima Ribeiro e o Victor Duarte Xavier. Numas noites de bom trabalho, gizaram o programa e distribuíram as tarefas.

A breve trecho tínham reunido os endereços actuais de todos, mesmo daqueles de que só tínham ténue informação, o que ficou a dever-se ao jeito investigador do João Maria que, de inculca em inculca, relacionando factos avulsos e informações colhidas a dedo das suas fontes mais secretas, talvez até o socorro de S. Nicolau... estava completo o ficheiro e lá seguiram as cartinhas para todos do continente, de França, do Brasil e da Finlândia.

Desde aí são de novo uma turma só. São uma Tertúlia Nicolina e reunem-se desde1998 em cada sábado anterior à noite do Pinheiro. Aí surge o Pinto, a vir de França, o Jorge, do Brasil e o Ventura, da Finlândia e outros, também de longe, por estradas de aventura!

Do passado, bem longe mais, a honrosa presença de um Nicolino reassumido: o Doutor Emídio Guerreiro, uma vida de 104 anos, fértil de aventuras e sabedoria, ali na graça da palavra e na força do garfo, surpreendente na juventude do raciocínio. Cita-se aqui como exemplo vivo desta coisa nossa: ele, um Nicolino que vem ainda do Seminário Liceu, regressa a Guimarães após quarenta anos de duro exílio politico, vividas as lutas de suas guerras, adora conviver com os Nicolinos mais novos que ele, estes que somos nós, os Velhos Nicolinos de Guimarães, da sua terra!

 

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