As posses remontam ao Convento das Claristas. Lá aconteciam festas onde participava toda a classe fidalga do burgo e onde apareciam doces confeccionados pelas próprias freiras.
Claro que sendo as Nicolinas uma festa de jovens, obvia se percebe a simpatia das freiras pelos estudantes que lhes dedicavam serenatas e danças e apelavam à “posse” de confeites e encartuchados — os doces da antiga costumeira.
As Posses foram ao longo dos tempos sendo apropriadas pela cidade e foram muitas aquelas que ficaram famosas:
Há Posses que descem atadas ao cordão...
Há outras, de vitualhas, de pôr a boca molhada e que logo ali são
petiscadas.
Posses há de fazer tremer o coração.
Há Posses apresentadas à sacada.., com mais ou menos decoro.
Há Posses que descem à rua e de lume são cercadas.
VENHA
A POSSE!!...
E VENHA A POSSE!!...
A POSSE É NOSSA!!!
As Posses são pois, bandos de estudantes que, com a tocata acompanhando a esturdia ao som do hino Escholástico, vão a cada casa ou estabelecimento combinado, buscar ou aguardar a Posse quase sempre bem “gritada”. Dádiva generosa para a ceia daquela noite de convivialidade. |