Novembro, 29, 18 horas, a cidade já está em alvoroço.
Ao longe ouvem-se os repiques e as zabumbadas à mistura com o barulho das buzinas e dos motores, já em fuga para fora da cidade. Aqui e ali barretes populares de cores republicanas vão pintando as cabeças de muitos dos cidadãos que, de vários recantos da cidade vão desaguando nas praças. À porta dos restaurantes e tascas do burgo juntam-se à espera do TODO – QUE – É – O - GRUPO.
Caixas e bombos iniciam ensaios de “ranas e pranas” fazendo aumentar o número de cidadãos de várias gerações que, em cada grupo, se vão encontrando em abraços de saudade e camaradagem.
Pela noite não há recanto gastronómico que não tenha uma tertúlia de estudantes, novos ou velhos, a preparar-se para o ritual Dionisíaco, a Ceia Nicolina, à boa moda minhota: ROJÕES COM CASTANHAS E PAPAS DE SARRABULHO, REGADAS COM UM TINTO NOVO CARRASCÃO, até fartar!...
VIVA
S. NICOLAU!!!
VIVAM AS NICOLINAS!!!
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A cidade encheu-se de dezenas, milhares de jovens de várias gerações, antigos e novos velhos estudantes do burgo vimaranense que, depois do encontro de saudade com velhos companheiros, camaradas ou colegas de Escola, gastronomicamente satisfeitos com uma soberba Ceia Nicolina, sobem ao Cano para ir buscar o maior mastro da região - O PINHEIRO MAGNO - para, numa das praças maiores da cidade medieval — O Campo da Feira — levantar o dito. Pô-lo erecto, anunciando assim as Festas da Academia, da Juventude de Guimarães. “Ranas e pranas” acompanham todo o percurso enchendo o ar de sons, afinados a preceito, que se soltam de milhares de caixas e bombos que os nicolinos transportam e que se misturam com o chiar dos carros de bois que puxavam o mastro deitado e iluminado por feéricas luminárias.
Minerva atenta e empertigada lá no alto inicia o cortejo e é a prova de coragem de um dos caloiros, jovem estudante escolhido e aceite pelos mais velhos da Comissão.
Uma noite de irreverência, de novas experiências para os novos, de recordações para os velhos, em cada ano renovada, com vivacidade e rejuvenescido fulgor.
À força dos animais entra o pinheiro no buraco que é tapado com vigorosas pazadas de terra no meio de infernal zabumbada. Os bombos gemem de pancadaria aos toque: 3 2 . 2. 3 . 1 . 3 3 . 5 e volta tudo ao início,
ao repique da caixa.
O Pinheiro está ao alto!!! Viva S. Nicolau!!!
As Festas dos Estudantes
de Guimarães estão iniciadas.
Até 7 de Dezembro a cidade
terá diversas metamorfoses.
VIVA S. NICOLAU!!!
VIVAM AS NICOLINAS!!! |