São a alma essencial das Nicolinas numa relação natural da descoberta do homem e da mulher. Cumpre-se aqui o ciclo natural do acasalamento no solstício de Inverno. O jovem oferece na ponta da lança a maçã - símbolo do pecado original - à menina da janela que a rejeita ou lhe oferece em troca a prenda. A fálica lança está engalanada de fitas coloridas oferecidas pelas outras meninas das suas relações. A grande fita do laço, mais larga que ata as restantes, é oferecida pela mãe ou pela namorada comprometida. A razão do compromisso entre o masculino e o feminino que neste acto público se exprime está ligado à relação social e de maternidade.
Esta Reconstituição criada pela imaginação popular e juvenil refere-se ao milagre do Santo da Salvação das Virgens. É o centro das Nicolinas e realiza-se sempre na tarde do dia 6 de Dezembro, com um cortejo de apresentação dos jovens mascarados e travestidos. Percorre as ruas da cidade e antecede o erguer das lanças com a maçã na ponta à procura da “prenda” especial daquela menina ou dama, por quem o jovem arde de paixão. Hoje está esta tradição no coração do centro histórico : a Praça de Santiago e o Largo da Oliveira. |